Resíduos sólidos




Resíduos sólidos


Definição: resíduos sólidos são materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

Os rejeitos são os resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada;

Classificação:
I - quanto à origem:
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nos itens “a” e “b”;
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos nos itens “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos no item “c”;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Nacional de Meio Ambiente) e do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária);
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios;

II - quanto à periculosidade:
a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica;
b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados no item “a”.


1. Resíduos sólidos urbanos (RSU) - Brasil

Balanço da geração e coleta de RSU no País em 2009.
























Os dados apresentados mostram que quase 12% ou 7 milhões de toneladas de RSU deixaram de ser coletados em 2009.

Abaixo está a destinação final do total de RSU coletados no Brasil.



Estado de São Paulo

A tabela abaixo ilustra os dados do Brasil e os dados de São Paulo em relação à geração e coleta dos RSU, em 2009.



No caso do estado de São Paulo, cerca de 4% ou 2 milhões de toneladas de RSU deixaram de ser coletados em 2009.

O total de RSU coletados no Estado de São Paulo, em 2009, teve o seguinte percentual de destinação final.



1.1 Resíduos de Construção Civil (RCC)

A responsabilidade pelo gerenciamento dos RCC é do próprio gerador, portanto os dados de coleta apresentados não refletem o total dos resíduos gerados.

RCC coletados no Brasil entre 2008 e 2009:



Na sequencia está a distribuição total de RCC coletados por Região em relação às 28.530.000 toneladas coletadas no país, em 2009.



2. Resíduos de serviço de saúde (RSS)

A responsabilidade pelo gerenciamento dos RSS é do próprio gerador, portanto os dados de coleta apresentados não refletem o total dos resíduos gerados.

RSS coletado por região do país, em 2009:



Abaixo está a distribuição total, em porcentagem, de RSS coletados por Região em relação às 221.270 toneladas coletadas no país em 2009.



Estado de São Paulo

A região sudeste conta com cerca de 1250 municípios que prestam, total ou parcialmente, serviços atinentes aos RSS, enquanto 418 municípios não possuem estes serviços.

Os dados apresentados na tabela a seguir correspondem à coleta de RSS no Estado de São Paulo.



O Estado de São Paulo possui uma capacidade Instalada de tratamento destes resíduos que corresponde a 100.978,80 (t/ano), distribuída em 3 diferentes tecnologias. A capacidade apresentada, em porcentagem, no gráfico a seguir, é em relação à capacidade total.



3. Resíduos Industriais (RSI)

A responsabilidade pelo gerenciamento dos RSI é do próprio gerador, portanto os dados de coleta apresentados não refletem o total dos resíduos gerados.

Dentro destas condições, foram levantadas quantidades de RSI recebidos e tratados no Brasil por empresas privadas, de acordo com a tecnologia utilizada no processo de tratamento. A tabela abaixo apresenta estas quantidades no período de 2006 e 2007.



Nos gráficos abaixo há a representatividade do percentual destas quantidades, em relação ao total de RSI tratados, em 2006 e 2007, respectivamente.



Considerando como resíduos perigosos àqueles tratados pelas seguintes tecnologias: Aterro para Resíduos Perigosos, Co-processamento em Fornos de Cimento, Incineração, Outros Tratamentos Térmicos, Tratamentos Biológicos e Outras Tecnologias temos o quadro a seguir:



Nas indústrias o tratamento dos resíduos constituintes de passivos ambientais, apresenta-se de forma crescente. A tabela a seguir apresenta as quantidades dos resíduos industriais tratados em relação à origem dos resíduos:



No Brasil o tratamento de RSI é predominante no próprio estado de origem, como pode ser observado na tabela a seguir:



Isto ocorre, principalmente, pelo custo de transporte dos resíduos e também pelas restrições e dificuldades impostas por diversos estados no recebimento de resíduos provenientes de outros estados.


4. Reciclagem de Materiais

Alumínio
De acordo com os dados de 2008 a produção do alumínio primário, no Brasil, foi de cerca de 1.661.000 toneladas, das quais 964.000 foram exportadas.

O consumo de produtos transformados de alumínio cresceu entre 2006 e 2008, como mostra a tabela a seguir.



Reciclagem
A partir do ano 2000 a quantidade reciclada de sucata de latas de alumínio caminhou para um nível próximo a 50% do total de alumínio reciclado.

O Brasil é referência mundial em eficiência no ciclo de reciclagem de alumínio, com uma relação de 35,3% entre a quantidade de sucata recuperada e a quantidade de alumínio consumido pelo mercado interno, estes dados são referentes a 2007. O gráfico a seguir mostra esta relação, em porcentagem (%), entre a sucata recuperada e o consumo interno de alumínio do Brasil, em comparação com alguns países.



Este índice de reciclagem é superior à média mundial de 33,5%, porém corresponde a uma posição intermediária quando comparada com outros países.

O índice de reciclagem de latas de alumínio é calculado através da divisão entre o consumo de sucata de alumínio desta origem, conforme processado pelas principais empresas recicladoras, pela disponibilidade de latas no mercado interno. Observe abaixo este índice, em porcentagem (%), no Brasil e em outros países em 2007 e 2008.



Papel
A evolução da produção de papel e celulose é apresentada a seguir:



Reciclagem
A reciclagem anual de papéis é indicada pela taxa de recuperação de papéis recuperáveis, calculado pela divisão da quantidade total de aparas consumidas no ano, a qual estabelece a quantidade mensurável de papéis realmente reciclados, pela quantidade total de papéis recicláveis consumidos no mesmo período.

Abaixo está um quadro comparativo entre o Brasil e alguns outros países em relação as taxas de papéis recicláveis.





A tabela abaixo apresenta o consumo aparente de papéis recicláveis, que resulta da soma da quantidade produzida no ano acrescida da quantidade importada, menos a quantidade exportada.



Plástico
A evolução da produção e do consumo dos artefatos de plástico no Brasil é ilustrada abaixo.



A quantidade crescente de Empresas do setor de transformação de material plástico no Brasil é dada da seguinte forma:



Reciclagem
Os dados apresentados a seguir referem-se à reciclagem mecânica, ou seja, conversão dos descartes plásticos pós-consumo em grânulos passíveis de serem utilizados na produção de novos artefatos.

Em 2007 as empresas deste segmento totalizavam 780 em todo Brasil, como mostra a Tabela a seguir.



Entre os anos 2005 e 2007 ocorreu uma evolução tanto da quantidade total de plásticos reciclados como da capacidade total instalada de reciclagem do segmento.



O PET é o tipo de plástico mais reciclado do país. A planilha abaixo expõe a evolução dos percentuais de reciclagem desse material de 2005 a 2008:



O gráfico abaixo apresenta, em porcentagem, índices de recuperação do PET no Brasil e em outros países.



Vidro
No Brasil este setor é dividido em quatro principais segmentos de produção, sendo eles: Embalagens, Utensílios Domésticos, Vidros Técnicos e Vidros Planos.

A capacidade de produção destes segmentos pode ser observada, desde 2002, na tabela a seguir.



Reciclagem
No Brasil, a reciclagem de vidros é concentrada no segmento das embalagens. Abaixo está o perfil do destino das embalagens de vidro, do tipo retornável e “One Way”, pós-consumo pesquisada em 2007.



Sendo considerado reuso indevido práticas como a reutilização, em geral, para embalagens de produtos fabricados informalmente.

O gráfico abaixo representa a destinação dada apenas às embalagens do tipo “One Way” em 2007.



Os índices de reciclagem dos vidros são crescentes

No período de 2005 a 2007 os índices de reciclagem de vidro apresentam uma evolução continuada e positiva.



É importante destacar que o índice registrado em 2007, de 47%, é adequado, pois como exemplificado no gráfico, outros 44% do total das embalagens de vidro tiveram por destino algum tipo de reuso.

Fonte: FIESP

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Srª. TST.Incrível

Sr. TST.Incrível

" Porque ser incrível faz a diferença"

A Ergonomia Organizacional emprega às técnicas da Produção Enxuta.



Sendo conhecida como a ciência que estuda as várias interações do ser humano com o ambiente de trabalho, a Ergonomia detém um campo de alcance bastante amplo que acumula diversas atividades e, a passos largos, vem anexando suas práticas ao já difundido modelo de Produção Enxuta.

A Produção Enxuta, Lean Production ou Lean Manufacturing, é tida como o padrão produtivo que possibilita maior competitividade empresarial através da eliminação de todo e qualquer tipo de desperdício. Esse modelo produtivo representa uma modificação das normas tradicionais de produção e, para que esse preceito seja consolidado, são empregadas diversas práticas onde o Kanban, Layout Celular, Poka-Yoke, e o Setup Rápido são alguns dos exemplos a entrelaçarem a Ergonomia Organizacional de forma mais expressiva.

KANBAN

Instituída como uma ferramenta de gerenciamento visual, o Kanban, palavra japonesa que significa ‘cartaz’ ou ‘cartão’, utiliza painéis normalmente vermelhos, amarelos e verdes, no propósito de indicar ao (s) operador (es) o que deve ser produzido no momento. O vermelho vem como a prioridade de número 1, o amarelo a prioridade 2 e o verde figura como a última das três. No caso da falta do item que está na condição da cor vermelha, por exemplo, (o que não exclui o valor e a importância das demais) pode haver falta de peças e todo o fluxo poderá sofrer descontinuidade.

Entrelaçamento Ergonômico – Utilização das cores no ambiente de trabalho dinamizando o sistema de informação visual; identificação do material em processo evitando desperdícios como superprodução; simplificação do trabalho administrativo uma vez que os operadores possuem maior autonomia para a tomada de decisões.

LAYOUT CELULAR

Em um Layout celular, normalmente arranjado em formato de ‘U’, os trabalhadores tendem a operar como uma equipe produzindo peças inteiras ou um produto completo, ou seja, atuam de modo distinto às operações habituais nas quais são realizadas tarefas fragmentadas e geralmente isoladas. Com uma configuração espacial arranjada desta forma, as atividades tendem a não tornassem repetitivas, o que pode incidir na diminuição dos casos de LER/DORT. Além disso, há a possibilidade dos operadores discutirem e procurarem soluções por conta própria a respeito dos possíveis problemas de sua célula.

Entrelaçamento Ergonômico – Evolução do trabalho a partir da não participação de apenas um trabalhador; tendência do operador passar a trabalhar tanto em pé quanto sentado movimentando-se em mais de um posto; menor esforço biomecânico quando da movimentação de cargas em virtude de distâncias mais curtas.

POKA-YOKE

Podendo ser definida como ‘à prova de erros’ ou ‘isenta de falhas’, o Poka-Yoke constitui-se de técnicas utilizadas com o propósito de que erros humanos sejam evitados. De uma maneira prática, este termo é empregado a qualquer dispositivo capaz de auxiliar na prevenção de falhas ou erros em atividades produtivas. A Ergonomia Organizacional interatua com o Poka-Yoke por meio de gabaritos ou outros dispositivos que impeçam ou diminuam a ocorrência de erros por meio por meio da utilização de cores, formas, texturas entre outros.

Este conceito foi desenvolvido a partir da idéia de não apenas zerar a ocorrência de defeitos, mas sim também eliminar inspeções e controles adicionais e alguns de seus exemplos mais comuns são:

• Softwares capazes de identificar a sequência e/ou número de componentes durante a montagem do produto;

• Sensores de posicionamento de peças em máquinas e de dispositivos;

• Sensores colocados em máquinas a fim de que seja permitida a liberação do equipamento após a correta montagem da ferramenta ou da peça;

• Aplicação de cores em tomadas a fim de indicar a correta conexão dos cabos.

Entrelaçamento Ergonômico – Enriquecimento do trabalho a partir da autonomia dos trabalhadores em parar a linha de produção em caso de problemas; tamanho cômodo de letras e números e combinação de cores a fim de facilitar a compreensão visual; design e tamanho distinto dos dispositivos para a não ocorrência de erros.

SETUP RÁPIDO

O menor tempo possível é a meta quando da necessidade de modificação da produção de uma peça por outra em uma mesma máquina. Porém, há de se saber se os métodos constituídos serão apresentados de forma clara aos encarregados pela troca, e ainda, se as tarefas prescritas serão de fato empregadas com todos os parâmetros securitários não apenas objetivando o abreviamento de tempo.

Entrelaçamento Ergonômico – Cumprimento às atividades determinadas relativos à troca rápida; conformação dos métodos escritos no intuito de facilitar o entrosamento entre os trabalhadores; desenho ergonômico das ferramentas e dos meios de movimentação de peças para possibilitar a troca rápida sem comprometer a segurança.

Além de seus vários métodos de melhoria voltados ao sistema produtivo, a Produção Enxuta prevê uma série de ações focadas na qualidade de vida do trabalhador, o que por sua vez legitima que as organizações não apenas devem centralizar seus esforços nos processos produtivos em si caso ambicionem melhores resultados. Deste modo, fica percebido que os princípios necessários para o êxito de uma Empresa Enxuta estão, também, na valorização da organização por meio do desenvolvimento e do bem estar de seus trabalhadores.
* Rogério L. S. Ramos
Especialista em Engenharia de Produção

ÓRGÃOS DE ESTUDOS RELACIONADOS À SEGURANÇA DA CONSTRUÇÃO E INDÚSTRIA



ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
ABPA – Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes
ABP-EX – associação brasileira para a prevenção de explosões
ABPI – associação brasileira de prevenção de incêndios
AET – análise ergonômica do trabalho
AET – auditor fiscal do trabalho
AFRA – abertura de frente de radiografia industrial
AI – agente de inspeção
AMFC – análise de modo de falhas e efeitos
ANAMT – associação nacional de medicina do trabalho
ANPT – Associação nacional dos procuradores do trabalho
APP – análise de problemas potenciais
APR – análise preliminares de riscos
ARE – Análise de Risco Específico
ART – anotação de responsabilidade técnica
ASO – atestado de saúde ocupacional
AT – acidente de trabalho
ATPE – atmosfera potencialmente explosiva
ATR – autorização para trabalho de risco
AVCB – Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros
CAT – comunicado de acidente de trabalho
CBO – Classificação Brasileira de Ocupações
CCT – convenção coletiva do trabalho
CGT – central geral dos trabalhadores
CIPA – comissão interna de prevenção de acidentes
CIPA – Organização, Estruturação e Assessoramento Técnico
CLT – consolidação das leis do trabalho
CMSO – Controle Médico de Saúde Ocupacional
CNI – confederação nacional das indústrias
CORETEST – Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho
CPATP – Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário
CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
CTPS – carteira de trabalho previdência social
CUT – central única dos trabalhadores
DDS – dialogo diário de segurança no trabalho
DEQP – departamento de qualificação profissional
DNSST – departamento nacional de segurança e saúde do trabalho
DORT – distúrbio(s) osteomuscular (ES) relacionado(s) ao trabalho
DORT – doença(s) osteomuscular (ES) relacionado(s) ao trabalho
DRT – delegacia regional do trabalho
DRT – Registro no ministério do trabalho mais postos de atendimento
DRTE – delegacia regional do trabalho e emprego
DSST – departamento de saúde e segurança do trabalho
ECPI – equipamento conjugado de proteção individual
ECSST – educação continuada em Saúde e Segurança do Trabalho
EPI – equipamento de proteção individual
FAT – fundo de amparo ao trabalhador
FENATEST – Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho
FEPI – ficha de entrega de EPI
FGTS – fundo de garantia do tempo de serviço
GHR – Grupo Homogêneo de Risco
GR – grau de risco
GT – Grupo técnico para revisão da NR-10
HSTA – Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente
IRA – Índice relativo de acidentes
LEO – limite de exposição ocupacional
LER – lesão por esforço repetitivo
LTCAT – Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho
NIT – Número de Identificação do Trabalhador
PAT – programa de alimentação do trabalhador
PCA – Programa de Conservação Auditiva
PCEP – programa de controle de energias perigosas
PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
PCMSO – Programa de controle médico e saúde ocupacional
PGR – Programa de gerenciamento de risco
PPHO – Procedimento Padrão de Higiene Operacional
PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário
PPR – Programa de Proteção Respiratória
PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
RIT – regulamento de inspeção ao trabalho
SAT – seguro de acidente de trabalho
SECONCI – Serviço Social da Indústria da Construção
SINDUSCON – sindicato da indústria da construção civil

10 MANDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO







No contexto histórico, podemos visualizar a libertação dos hebreus por Moisés e o seu período no deserto, durante o êxodo houve um desvio do foco, havendo assim a necessidade dos 10 mandamentos ou decálogo para recuperar os valores de todo um povo.

Assim como cada mandamento podia ser entendido claro e objetivamente,dentro dos costumes e entendimento de todo um povo, assim deve ser a mensagem de segurança, clara e objetiva, para que não haja margem para uma interpretação equivocada por parte do trabalhador.
Em se tratando de segurança do trabalho temos os pecados capitais que devemos combater, sendo:
1 – Improvisação
2 – Pressa = Pressão
3 - Falta de comunicação adequada: desenvolver o habito de comunicação sem viés, promover uma comunicação de qualidade.
4 – Negligência – omissão
5 – Descumprimento da tarefa padrão existente
6 – Ignorar sinalização em geral
7 – Falta de bloqueio: Falta de controle na fonte do agente de risco
8 – Desconhecer os riscos da atividade ou da área
Para trazermos o foco na prevenção e na segurança, com vista a assegurar a integridade do trabalhador, apresentamos os 10 mandamentos da segurança do trabalho.

1 – Responsabilidade Profissional
Em cada atitude sua, utilize o principio da responsabilidade profissional, você é responsável pelos seus atos, por aquilo que você sabe ser o correto, da mesma forma , também é responsável por suas imprudências, negligências e omissões.

2 – Apresentação Pessoal No Trabalho
Apresentar-se para o trabalho em boas condições físicas (sóbrio, vestimenta adequada, boa aparência, alimentação correta, atento). Atrás de uma boa prática de apresentação pessoal existe toda uma dinâmica, no sentido de que, quando está cuidando de si, é porque quer estar bem. Quanto a estar atento significa antes de mais nada, aproveitar os momentos de descanso, para que isto não venha prejudicar o seu nível de atenção e seu tempo de reação em determinadas circunstâncias.

3 – Inspeção Do Equipamento
Inspecione a condição geral do equipamento ou ferramentas sob sua responsabilidade antes de iniciar os trabalhos (crie o hábito), após o uso, retorne o equipamento/ferramenta ou passe-o ao seu substituto/próximo usuário em boas condições.

4 – Análise Preliminar De Risco Da Atividade / APRT
“Antes de executar a tarefa pense sobre o potencial de acidentes ou perdas que possam ocorrer; o que pode dar errado ? Quais medidas de controle a tomar?”
Estas são as questões básicas contidas em uma APRT e poderá ser utilizada em todas as situações em que se quer avaliar o risco da atividade, podendo ainda ser mais detalhada e criteriosa quanto aos aspectos peculiares de cada operação.
Em uma viagem de carro com sua família, que medidas devemos tomar afim de garantir um bom passeio ?
O que pode não dar errado ?
Como evitar ?
Plano B ?

5 – Respeitar Às Práticas Padrão Existentes
Práticas Operacionais Padrão ( POP ) Também podemos chamar de ordem de serviço de segurança ( O.S.S), Instruções Técnicas de Segurança ( ITS ), Regras De Trabalho (R.T), FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico), bem como as demais instruções pertinentes à atividade.
Em práticas bem elaboradas e estruturadas, as possibilidades de perdas já foram previstas e quantificadas, e para que estas perdas não se concretizem, basta somente seguir as normas.

6 – Manter o Nível Correto de Tensão
Mantenha-se atento durante sua jornada, não relaxar, não perder a concentração, se preciso for faça micro-pausas para realizar algum pequeno exercício, isto servirá para reativar a circulação sanguínea de forma a manter-se em um estado de atenção mais acentuado.

7 – Só Faça Se For Seguro
“... Se não for seguro não faça e não permita que outro faça”
Nunca opere nada se não tem um bom conhecimento sobre os riscos inerentes a atividade.
Se estiver sendo pressionado por outros questione a real necessidade de fazer suas atividades em velocidade excessiva.
“O Sucesso na Produção não Compensa o Fracasso na Segurança.”

8 – Na Dúvida Não Faça!
Se você não tiver absoluta certeza do que vai fazer , não faça e comunique ao seu superior.
Em situações que diferem do habitual não deixe de comunicar.
Quando tentamos atender a expectativa de um superior, de que se deve ter iniciativa, velocidade, constância em nosso ritmo de trabalho, invariavelmente estamos nos colocando em uma situação de risco, que pode levar a um acidente, situação do qual também podemos chamar de cenário incidental.
Estabeleça os seguintes princípios:
GOIA: Gerenciar Onde os Incidentes Acontecem
GOSRA: Gerencia Onde as Situações de Risco Acontecem
Ambos fazem parte de uma estratégia global de controle administrativo que aborda quando, como, e porque se deve fazer algo.

9 – Não Improvise
Significa de modo geral, nivelando por baixo, baixa padronização e organização.
Existe, infelizmente, uma grande incidência de acidentes devido ao “jeitinho”.
Quando sentir necessidade de uma solução diferente da habitual, discuta com o seu superior.

10 – Comunique-se Corretamente
Ao comunicar-se com o outro, certifique-se de que a mensagem foi entendida corretamente.
Esteja atento as falhas comuns de comunicação da área e tome cuidados para evitá-las.
“Muitos acidentes acontecem por interpretações errôneas do que foi comunicado.”
Sempre confirme o que foi dito.

Não podemos nos esquecer também de colocar na lista "NÃO SE ACOMODE" muitos técnicos que perdem o espírito prevencionista e ganharam o espírito de comodismo.

MENESTREL - Você Aprende - William Shakespeare / Verônica Shoffstall




Muito linda essa interpretação e o texto, nem se fala, me ajudou muito a refletir um pouco sobre a vida. Espero que gostem ;)

Vídeo - Motivação para o Sucesso







Vídeo motivador assistam e reflitam.

CERTIFICAÇÃO



1. O que é a certificação?
A certificação é o processo no qual, através do recurso a uma entidade externa e independente à organização - o organismo de certificação ou entidade certificadora -, devidamente acreditado para esse efeito, é emitido um certificado que atesta que determinado produto, processo ou serviço está em conformidade com os requisitos de um dado referencial. Os referenciais habitualmente usados neste âmbito são normas.




2. O que é um organismo de certificação?
Um organismo de certificação (ou entidade certificadora) é uma entidade independente e devidamente acreditada (reconhecida) para realizar actividades de certificação de produtos, serviços, sistemas de gestão, entre outros, num determinado âmbito e segundo um ou vários referenciais normativos. O reconhecimento da competência e credibilidade destes organismos é fundamental para a sua actuação.




3. Como é acreditada uma entidade certificadora?
A acreditação de uma entidade certificadora é conferida por organismos acreditadores independentes, os quais tem por missão reconhecer a competência técnica daquelas entidades, num dado âmbito e de acordo com referenciais internacionais. Em Portugal, e desde 2004, que as funções de organismo nacional de acreditação se encontram atribuídas ao Instituto Português de Acreditação, I.P. (IPAC).




4. Qual a diferença entre certificação e a acreditação?
A certificação e a acreditação são actividades diferentes sendo a acreditação o reconhecimento da competência técnica para exercer as actividades de avaliação de conformidade, como por exemplo reconhecimento para certificação (de sistemas de gestão, de produtos, etc).




5. O que é a certificação de um produto?
A certificação de produtos é específica por produto, isto é, esta certificação assegura ao consumidor que o produto certificado cumpre com a(s) norma(s) especificadas no seu certificado.



6. O que é a certificação de um sistema de gestão?
Trata-se de um processo através do qual é avaliada e verificada a conformidade do(s) sistema(s) implementados, relativamente à norma ou normas de referência (por exemplo ISO 9001:2008, ISO 14001:2004, ISO 27001:2005, SA 8000, etc..), e relativamente às quais a organização pretende ser certificada. Estes processos são normalmente compostos por diversas fases, de entre as quais se destaca a Auditoria de certificação.
Neste âmbito, a certificação de sistemas de gestão da qualidade (ISO 9001) e/ ou ambiente (ISO 14001) são talvez as certificações mais conhecidas. As empresas que têm os sistemas de gestão certificado asseguram aos seus Clientes e mercado em geral que têm um sistema de gestão implementado e a funcionar de acordo com os requisitos da(s) norma(s) em causa. Esta certificação é independente da área de actividade.




7. A Certificação de um Sistema de Gestão é obrigatória?
A certificação é uma decisão voluntária das empresas, que exige um grande envolvimento das diversas partes da empresa pelo que deve ser tomada de forma consciente e empenhada e por forma a envolver todos os colaboradores da empresa. No entanto, e apesar da voluntariedade do processo, a certificação começa a tornar-se uma imposição do mercado nacional e internacional, sendo impossível a penetração em alguns sectores de actividade a empresas/ produtos que não sejam certificados.




8. Quais são as vantagens da certificação?
A certificação passa sem dúvida por uma opção estratégica de desenvolvimento das organizações, no sentido de quererem evoluir, melhorar e ganhar mercados. São apontadas diversas vantagens, quer a nível interno quer a nível externo, podendo referir-se:
- Melhoria do prestígio e da imagem;
- Aumento da competitividade e entrada em novos mercados;
- Aumento da confiança dos trabalhadores, clientes e administração;
- Cultura da melhoria contínua;
- Redução de custos;
- Prevenção e minimização de aspectos, perigos e acidentes.
Por último, interessa realçar que com a globalização dos mercados e o alargamento da concorrência a capacidade de apresentar comprovativos de reconhecimento por entidades terceiras do cumprimento de requisitos específicos - sejam eles de qualidade, ambiente, segurança ou responsabilidade social - assume um papel cada vez mais preponderante na capacidade de penetração comercial das empresas.
Nota: para um melhor enquadramento das vantagens relativas a cada um dos sistemas de gestão, consulte p.f. a informação relativa à norma em causa neste site.





9. A certificação de empresas é para sempre?
Qualquer certificação é temporária. A ISO, organismo internacional de normalização e responsável pela publicação da maior parte dos referenciais normativos reconhecidos internacionalmente, prevê que todas as normas sejam reavaliadas periodicamente, o que normalmente se traduz na alteração e publicação de uma nova edição da norma. Por outro lado, aos certificados emitidos é atribuído um prazo ao fim do qual todo o processo de certificação é reiniciado. Durante cada ciclo de certificação a entidade certificadora faz visitas regulares à empresa, normalmente com uma cadência anual, no sentido de confirmar que os requisitos continuam a ser cumpridos.




10. Após atribuição, um certificado pode ser retirado?
Sim. Durante o período de validade dos certificados a entidade é sujeita a avaliações periódicas. O grau de gravidade ou a importância das não conformidades detectadas no decorrer destas, podem levar à suspensão da certificação ou mesmo à perca do certificado.




11. Como seleccionar um organismo de certificação?
Os organismos de certificação ou entidades certificadoras, têm que ser credíveis, competentes e independentes das empresas a auditar. Para além deste aspecto têm que estar reconhecidas para a actividade/ produto que pretendem certificar. No sítio do IPAC está disponível informação relativa a todas as entidades acreditadas por este organismo e em que âmbitos.
Para além destes aspectos, factores como por exemplo:
- Qual a sua visibilidade / credibilidade / reconhecimento, junto dos meus mercados?
- Qual o custo dos seus serviços?
- Que tipo de acompanhamento é efectuado no decorrer do período de certificação?
São igualmente factores a ponderar neste processo de selecção.

OSHAS



1. O que são as OHSAS?
As OHSAS - Occupational Health Safety Assessment Series - são especificações para sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho, publicados pela BSI (British Standard Institution). Esta série é constituída por dois referenciais:
OHSAS 18001 - Occupational Health Safety Management Systems - Requirements, referencial que pode ser sujeito a certificação, e
OHSAS 18002 - Occupational Health Safety Management Systems - Guidelines for the implementation of OHSAS 18001.
Apesar destes referenciais não serem publicados pela ISO (International Organization for Standardization), no seu desenvolvimento participaram uma série de entidades a nível mundial, como responsáveis nacionais pela publicação de normas, entidades certificadoras e outros especialistas, o que lhe confere reconhecimento internacional.




2. Qual a origem das OHSAS?
Esta série de normas surge da necessidade de harmonizar as diversas especificações nacionais na área da Segurança e Saúde no Trabalho, que começavam a ser publicadas.




3. Qual a relação entre as OHSAS e os outros sistemas de gestão?
O modelo preconizado nas OHSAS é passível de implementação em todo o tipo de empresas e a sua estrutura, linguagem e requisitos são similares aos referenciais ISO 9001 e ISO 14001, como por exemplo o modelo PDCA (Plan-Do-Check-Act), pelo que os Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho são facilmente integrados com outros Sistemas de Gestão, como da Qualidade ou do Ambiente.




4. Existe alguma norma em Portugal sobre este tema?
A norma portuguesa para Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho é a NP 4397:2008, que é uma adaptação da OHSAS 18001:2007.




5. O que é um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho?
Um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho - SGSST - baseia-se na gestão da prevenção, e surge como a ferramenta ideal para a implementação de medidas preventivas, dotando as empresas de meios de gestão dos aspectos de segurança e saúde no trabalho de uma forma estruturada. Estudos demonstram que a implementação de SGSST traz melhorias significativas nas condições de trabalho, principalmente quando acompanhada de uma nova cultura que considera a SST um dos factores essenciais na avaliação global do desempenho da empresa.



6. Quais as principais vantagens de um SGSST?
Com a implementação de um sistema desta natureza, a empresa poderá esperar, por exemplo:
- melhorias significativas nas condições de trabalho;
- redução de riscos de acidentes e de doenças profissionais;
- redução de custos (indemnizações, seguros, prejuízos de acidentes de trabalho, perda de dias de trabalho);
- melhoria da imagem da empresa;
- diferenciação em relação à concorrência;
- evidência do compromisso de cumprimento da legislação;
- motivação dos trabalhadores com a promoção de um ambiente de trabalho seguro e saudável.




7. Um SGSST é passível de ser certificado?
A implementação de um SGSST de acordo com os requisitos da OHSAS 18001 (no caso de Portugal da norma NP 4397) permite que a empresa possa vir a ter o seu sistema reconhecido por uma entidade exterior à semelhança do que acontece com outros sistemas de gestão, como são exemplo a ISO 9001 ou a ISO 14001.
A decisão de certificar o sistema de gestão implementado é sempre da empresa, assim como, a escolha da entidade certificadora.




8. Qual a relação entre as OHSAS e a legislação?
Um dos requisitos fundamentais da especificação OHSAS 18001 é o cumprimento da legislação, que aliás deve ser um compromisso da gestão. Para além deste aspecto, as auditorias de concessão da certificação ao nível de SGSST têm uma fase especificamente para verificar o cumprimento da legislação aplicáveis em matéria da SST. Por estas razões, se aponta como uma das vantagens da implementação de um SGSST a evidência do compromisso do cumprimento da legislação.
No entanto, os SGSST são mais abrangentes do que o cumprimento da legislação, promovendo a implementação de um modelo pro-activo de gestão da segurança e saúde no trabalho e incentivando a empresa à melhoria contínua do seu sistema.


ISO 14000



O que fazer para a empresa obter um Certificado ISO 14000?

Ela deverá possuir um sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA)!

COMO isso pode ser feito?Há regras!!

A ISO 14000 é uma norma elaborada pela International Organization for Standardization, com sede em Genebra, na Suíça, que reúne mais de 100 países com a finalidade de criar normas internacionais. Cada país possui um órgão responsável por elaborar suas normas. No Brasil temos a ABNT, na Alemanha a DIN, no Japão o JIS, etc. A ISO é internacional e por, essa razão, o processo de elaboração das normas é muito lento, pois leva em consideração as características e as opiniões de vários países membros. Todo o processo de elaboração da ISO 14000 foi semelhante ao que aconteceu com a ISO 9000

– Normas para o Sistema de Garantia da Qualidade.
Na verdade, é um erro dizer que uma empresa recebeu o certificado ISO 9000, pois não existe certificação baseada nessa ISO, mas sim, na 9001, 9002 ou 9003.

A ISO 9000 estabelece as diretrizes para selecionar qual norma deve ser usada em determinada empresa, enquanto que a ISO 9001, 9002 e 9003 são as normas que determinam quais são as
especificações/requisitos que as empresas deverão seguir e atender para que possam obter a certificação através de auditoria realizada por um organismo Certificador.

A ISO 14000 segue a mesma sistemática, ou seja, não haverá certificação ISO 14000, mas, sim, uma certificação baseada na 14001, norma esta que é a única da família ISO 14000 que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA).

A ISO 14000 – Sistema de Gestão Ambiental – Especificações com Guia para uso, estabelece requisitos para as empresas gerenciarem seus produtos e processos para que eles não agridam o meio ambiente, que a comunidade não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada num aspecto amplo. Então, para a empresa obter um certificado ISO 14000, ou melhor, certificado ISO 14001, é necessário que atenda as seguintes exigências:

1 – Política ambiental
A direção da empresa deve elaborar uma Política Ambiental que represente seus produtos e serviços, que seja divulgada entre os funcionários e a comunidade. E que a direção demonstre que está comprometida com o cumprimento dessa política.
Deve obter o cumprimento legal e buscar o melhoramento contínuo do desempenho ambiental da empresa.

2 – Aspectos ambientais
A organização precisa ter procedimentos que permitam identificar, conhecer, administrar e controlar os resíduos que ela gera durante o processamento e uso do produto: Emissões Atmosféricas, Efluentes Líquidos e Resíduos Sólidos.

3 – Exigências legais
A empresa deve desenvolver uma sistemática para obter e ter acesso a todas as exigências legais pertinentes a sua atividade. Essas exigências devem ficar claras à direção da empresa.
Os funcionários devem conhecer quais são essas exigências e quais as documentações necessárias para seu cumprimento.

4 – Objetivos e metas
A empresa deve criar objetivos e metas que estejam alinhados com o cumprimento da política ambiental que foi definida. Esses objetivos e metas devem refletir os aspectos ambientais, os resíduos gerados e seus impactos no meio ambiente. Também deve considerar exigências legais e outros aspectos inerentes ao próprio negócio.

5 – Programa de gestão ambiental
A organização deve ter um programa estruturado com responsáveis pela coordenação e implementação de
ações que cumpram o que foi estabelecido na política ambiental e as exigências legais, que atinjam os objetivos e metas e que contemplem o desenvolvimento de novos produtos e novos processos. Este programa deve, inclusive, prever ações contingenciais, associadas aos riscos envolvidos e aos respectivos planos emergenciais.

6 – Estrutura organizacional e responsabilidade
O Programa de Gestão Ambiental deve integrar as funções dos funcionários da empresa, através da descrição de cargos e funções relativas à questão ambiental.
A empresa deve possuir um organograma que demonstre que suas inter -relações estão bem definidas e comunicadas em toda a empresa.
A direção da empresa deve definir um ou mais profissionais para que seja o representante dos assuntos específicos da Gestão Ambiental.

7 – Conscientização e treinamento
O programa de Gestão Ambiental deve prover treinamento aos funcionários com atribuições na área ambiental, para que estejam conscientes da importância do cumprimento da política e objetivos do Meio Ambiente, das exigências legais e de outras definidas pela empresa.
O treinamento também deve levar em consideração todos os impactos ambientais reais ou potenciais
associados as suas atividades de trabalho.

8 – Comunicação
A empresa deve possuir uma sistemática para enviar e receber comunicados relativos às questões
ambientais para seus funcionários e a comunidade.

9 – Documentação do Sistema de Gestão Ambiental
A empresa precisa ter um Manual dos Sistema de Gerenciamento Ambiental que contenha as exigências
ambientais da empresa.

10 – Controle de documentos
A empresa deve manter um sistema bem parecido com o controle de documentos da ISO 9000, ou seja, procedimentos para que todos os documentos sejam controlados e assinados pelos responsáveis, com acesso fácil aos interessados, para manter atualizados, identificados, legíveis e armazenados
adequadamente. Os documentos obsoletos também devem ser retirados do local para evitar uso indevido.

11 – Controle operacional
A organização precisa ter procedimentos para fazer inspeções e o controle dos aspectos ambientais,
inclusive procedimentos para a manutenção e calibração dos equipamentos que fazem esses controles.

12 – Situações de emergência
A empresa deve possuir procedimentos para prevenir, investigar e responder a situações de emergência.
Também deve ter planos e funcionários treinados para atuar em situações de emergência.

13 – Monito ramento e avaliação
A organização deve ter um programa para medir o desempenho ambiental através da inspeção das
características de controle ambiental e calibração dos instrumentos de medição para que atendam aos
objetivos e metas estabelecidos.
14 – Não conformidade, ações corretivas e ações preventivas
A empresa deve definir responsáveis com autoridade para investigar as causas das não-conformidades
ambientais e tomar as devidas ações corretivas e preventivas.

15 – Registros
A organização precisa arquivar todos os resultados de auditorias, análises críticas relativas as questões
ambientais. O objetivo de ter esses registros é mostrar e provar, a quem quer que seja, que a empresa
possui um Sistema conforme o que é exigido pela norma.

16 – Auditoria do Sistema da Gestão Ambiental
A organização precisa ter um programa de auditoria ambiental periódica e os resultados das auditorias
devem ser documentados e apresentados à alta administração da empresa.

17 – Análise crítica do Sistema de Gestão Ambiental (SGA)
Baseado nos resultados da auditoria do SGA, a organização deve fazer uma análise crítica do Sistema de
Gestão Ambiental e as devidas alterações, para que atenda as exigências do mercado, clientes,
fornecedores e aspectos legais, na busca da melhoria contínua.

Você pode adquirir a norma no site da ABNT (http//:www.abnt.org.br)!!

ISO 9000 "A SÉRIE ISO 9001:2000 EM 16 RESPOSTAS"


O que é certificação ISO 9000 ?

A ISO(International Standard Organization) é uma organização internacional normatizadora de atividades técnicas e existem normas que cobrem as mais diversas atividades da área de tecnologia. A norma ISO 9000 se refere a regulamentação de sistemas da qualidade de forma a permitir a existência de um modelo de gestão capaz de garantir a uniformidade do produto e que o índice de qualidade desejado seja alcançado em toda a produção, cobrindo todas as etapas dos processos e, principalmente, envolvendo todos os meios físicos e recursos humanos comprometidos com a qualidade do produto final, desde o projeto até a entrega do produto ao cliente.

Para isso os órgãos certificadores conferem a certificação às empresas ou processos ou serviços que atendam os requisitos da norma, atestando que estas cumprem o que está disposto na mesma.

Para que uma empresa precisaria obter esse certificado?

Mais que um diferencial de qualidade, a certificação ISO 9000 abre as portas do mundo globalizado para as empresas certificadas, uma vez que, ao adquirir produtos dessas empresas o consumidor tem a certeza que existe um sistema confiável de controle das etapas de desenvolvimento, elaboração, execução e entrega do produto, provido de um tratamento formalizado com o objetivo de garantir os resultados.

Como obter a norma ISO 9000?

No Brasil ,a ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas) é o órgão responsável pela distribuição da norma , sob o Título NBR ISO 9000, que na realidade é um conjunto de três normas dirigidas a atividades conforme segue:

NBR ISO 9001– Sistemas da qualidade – Modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados.

NBR ISO 9002 – Sistemas da qualidade – Modelo para garantia da qualidade em produção, instalação e serviços associados.

NBR ISO 9003 –Sistemas da qualidade – Modelo para garantia da qualidade em inspeção e ensaios finais.

Atenção: A reprodução não autorizada de normas da ABNT, por qualquer meio, é Ilegal !

Quais os requisitos da norma?

A norma ISO 9000 é composta por 20 requisitos:

1 - Responsabilidade da administração
2 - Sistema da qualidade
3 - Análise crítica de contrato
4 - Controle de projeto
5 - Controle de documentos e dados
6 - Aquisição
7 - Controle de produto fornecido pelo cliente
8 - Identificação da rastreabilidade do produto
9 - Controle de processo
10 - Inspeção e ensaios
11 - Controle de equipamentos de inspeção, medição e ensaio.
12 - Situação de inspeções e ensaios
13 - Controle de produto não conforme
14 - Ação corretiva e preventiva
15 - Manuseio, armazenagem, embalagem, preservação e entrega
16 - Controle de registros da qualidade
17 - Auditoria interna da qualidade
18 - Treinamento
19 - Serviços associados
20 - Técnicas estatísticas

Conforme a própria norma admite, alguns requisitos não necessariamente são aplicados a todos os sistemas da qualidade, podendo ser necessário adaptar através da adição ou eliminação de certos requisitos para atender situações contratuais especificas.

Como funciona o processo de certificação?

Existem vários Órgãos certificadores credenciados para este fim, a principio, depois de preparada para atender às normas, a empresa contrata o órgão certificador que por meio de auditorias inspecionam as instalações, processos e documentação da empresa verificando a observância aos requisitos da norma. Um caminho proposto é:

Auditoria de pré qualificação (opcional)

Auditoria Inicial ou Auditoria de Qualificação

Auditorias de Verificação (semestral)

O que é preciso fazer para que uma empresa seja certificada?

Alem do conhecimento da norma por todas as pessoas que participam da coordenação do processo de certificação, é de fundamental importância o envolvimento de todo o pessoal da empresa, sem o que, por melhores que sejam os consultores contratados para a orientação, não haverá resultado satisfatório.

" A ISO 9001:2000 EM 16 RESPOSTAS "

  1. O QUE SIGNIFICA A SIGLA ISO?

ISO significa Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization ) localizada em Genebra, Suíça. A sigla ISO é uma referência à palavra grega ISO, que significa igualdade.

O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo de forma a facilitar o comércio internacional. A ISO tem 130 países membros. A ABNT é o representante brasileiro.

A ISO trabalha com 180 comitês técnicos (TC) e centenas de subcomitês e grupos de trabalho.

02. O QUE É A SÉRIE ISO 9000?

A ISO 9000 é uma série de 4 normas internacionais para "Gestão da Qualidade" e "Garantia da Qualidade". Ela não é destinada a um "produto" nem para alguma indústria específica. Tem como objetivo orientar a implantação de sistemas de qualidade nas organizações.

As regras e os padrões da Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade são complementares aos padrões do produto, e são implantados para melhorar a sua qualidade, com impacto na funcionalidade do Sistema da Qualidade.

A série é composta das seguintes normas:
ISO 9000 - Fundamentos e vocabulário
ISO 9001 - Sistemas de gerenciamento da qualidade - requisitos
ISO 9004 - Sistemas de gerenciamento da qualidade - guia para melhoramento da performance
ISO 19011 - Auditorias internas da qualidade e ambiental

A série ISO 9000 foi adotada no Brasil, palavra por palavra pela ABNT com o nome de NBR 9000.

03. QUE TIPO DE INFORMAÇÃO ENCONTRAMOS NA SÉRIE ISO 9000?

A ISO 9000 e a ISO 9004 são guias e a ISO 9001 representa requisitos de Sistema da Qualidade para uso em situações contratuais, que exijam a demonstração de que a Organização fornecedora é administrada com qualidade. Mais detalhadamente temos:

ISO 9000 - descreve os fundamentos do sistema de gerenciamento da qualidade e especifica a sua terminologia

ISO 9001 - Especifica os requisitos do Sistema da Qualidade para uso onde a capacidade da organização de prover produtos que atendam ao cliente e aos requisitos regulatórios precisa ser demonstrada.

ISO 9004 - Fornece diretrizes para implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo os processos para melhoria contínua, que contribui para a satisfação dos clientes da organização e outras partes interessadas

ISO 19011 - provê guia para o gerenciamento e condução de auditorias da qualidade e ambiental.

04. COMO FORAM DESENVOLVIDAS AS NORMAS ISO 9000?

Foram desenvolvidas pelo comitê técnico TC-176 da ISO no período de 1980 a 1987.
No Brasil elas foram desenvolvidas (traduzidas) pelo Comitê Técnico Brasileiro - CB 25.

05. COM QUE FREQÜÊNCIA ELAS SÃO REVISADAS?

Elas são revisadas a cada 5 anos. Já foi realizada a primeira revisão em julho de 1994. Na próxima revisão será publicada em dezembro/2000.

06. QUAL É O IMPACTO DA ISO 9000 NOS NEGÓCIOS?

Acredita-se que a política de comércio tende para o processo de Certificação de Sistemas da Qualidade. A Certificação de Sistemas da Qualidade será fundamental para negociar produtos e serviços a nível mundial.

Mais de 270.000 organizaçãos já foram certificadas no mundo e pelo menos 130 países já adotaram as normas ISO 9000. O Brasil conta com cerca de 6.000 organizaçãos certificadas ( dados de dez/99).

As organizaçãos já certificadas estão exigindo dos seus fornecedores e prestadores de serviços a implantação de sistemas de qualidade na linha da ISO 9000. Portanto para vender para essas 6000 organizaçãos brasileiras é fundamental implantar sistema de qualidade de acordo com as normas da série ISO 9000.

07. O QUE SIGNIFICA OBTER A CERTIFICAÇÃO ISO 9000?

Significa que o Sistema de Qualidade da Organização foi avaliado por uma entidade independente reconhecida por um organismo nacional de acreditação, e considerado de acordo com os requisitos da norma ISO 9001.

08. QUAL A VALIDADE DA CERTIFICAÇÃO?

O certificado tem validade de 3 anos. Após esse prazo ele precisa ser renovado. Além disso a cada 6 meses o sistema é auditado para verificar se ele continua a atender aos requisitos da norma. O certificado poderá não ser revalidado se a organização deixar de cumprir os requisitos.

09. QUAIS SÃO OS REQUISITOS DA ISO 9001?

A ISO 9001 agrupou os requisitos em quatro grandes grupos:
5. Responsabilidade da administração
6. Gerenciamento de recursos
7. Produção
8. Medição, análise e melhoria

10. QUAIS SÃO AS ETAPAS NECESSÁRIAS PARA A CERTIFICAÇÃO?

01. Comprometimento da alta administração.

É fundamental o comprometimento da direção da organização. Além dos benefícios e vantagens, a Diretoria deve estar consciente das dificuldades da implantação e do investimento necessário ( tempo das pessoas, recursos financeiros para consultoria, treinamento e certificação )

02. Seleção e designação formal de um coordenador.

O coordenador tem um papel importante no processo. Além de conhecimentos específicos de qualidade, deve Ter características que facilitarão o trabalho como: facilidade de comunicação, acesso fácil aos membros da organização, conhecimento da instituição, etc.

03. Formação do Comitê de coordenação.

O Comitê é normalmente formado pela Diretoria, pelos Gerentes ou Chefes e pelo Coordenador da Qualidade. Tem como responsabilidade a realização da análise crítica periódica do sistema de qualidade implantado.

04. Treinamento.

Implantar um processo de qualidade significa mudar a forma de atuação das pessoas. Isso só é conseguido através de um plano de treinamento adequado.

05. Elaboração e divulgação da política da qualidade.

A Política da Qualidade expressa o comprometimento da organização com o processo de qualidade. A Política é elaborada pelos membros do Comitê.

06. Palestra sobre qualidade para todos os funcionários.

É necessário obter a adesão de todos os funcionários. Para isso eles precisam ser informados sobre o processo que está em andamento e receber os conceitos básicos da qualidade.

07. Divulgação constante do assunto qualidade.

É preciso introduzir o assunto Qualidade na cultura da organização. Por isso a necessidade de uma divulgação constante do assunto.

08. Estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito.

A ISO 9002, a mais adequada para indústrias, tem 19 requisitos. É necessário estudá-los, interpretá-los e adaptá-los às necessidades da organização.

09. Plano de trabalho para implantação de cada requisito.

Para atender aos requisitos da norma ISO 9002 é necessário uma série de ações. Essas ações envolvem recursos e tempo. Por isso é necessário um plano de trabalho formal para permitir o acompanhamento da implantação.

10. Formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho.

A participação dos funcionários é fundamental para que o processo implantado reflita a realidade e possa ser mantido no futuro. É necessário obter o seu comprometimento para que a documentação gerada seja de fato utilizada.

11. Elaboração do manual da qualidade.

O Manual é um documento que descreve o sistema implantado. É muito utilizado nas auditorias e é uma exigência da Norma.

12. Treinamento dos funcionários na documentação da qualidade.

Uma vez elaborados os procedimentos e instruções de trabalho, é necessário que todos os funcionários sejam treinados a fim de que todas as operações sejam executadas da mesma maneira, assegurando a sua qualidade.

13. Formação dos auditores internos da qualidade.

Para a manutenção do sistema implantado é necessário um plano de auditorias internas. Para isso precisamos formar os auditores internos.

14. Realização das auditorias internas.

As auditorias indicarão pontos do sistema que não estão sendo seguido e, portanto, precisam ser melhorados.

15. Implantação das ações corretivas para as não conformidades.

São as ações corretivas que vão introduzir as melhorias no sistema. Sua correta implantação vai melhorar os indicadores da organização. É o tópico que assegura o retorno do investimento feito através da redução do re-trabalho.

16. Seleção da entidade certificadora.

Para escolher a entidade certificadora é necessário identificar a expectativa dos clientes.

17. Realização da pré-auditoria.

Trata-se de uma avaliação simulada. Tem sido utilizada pela maioria das organizaçãos, com resultados positivos.

18. Realização da auditoria de certificação.

Nesta auditoria as práticas são comparadas com os padrões estabelecidos na documentação.

(Fonte: IMPLANTANDO A ISO 9000 EM PEQUENAS E MÉDIAS ORGANIZAÇÃOS, de Marcos Antonio Lima de Oliveira, Ed. Qualitymark, 1996 )

11. QUAIS OS BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DA ISO 9000?

A) PARA A ORGANIZAÇÃO:

- Maior participação no mercado;
- Maior satisfação dos clientes;
- Redução de custos;
- Melhoria na produção;
- Maior competitividade;
- Maior lucro

B) PARA OS CLIENTES:

- Maior confiança nos produtos da organização;
- Redução de custos;
- Satisfação em relação aos produtos adquiridos;
- Melhor atendimento em caso de reclamações.

12. QUAIS OS NOVOS REQUISITOS INTRODUZIDOS PELA REVISÃO DO ANO 2000?

5.2 Foco no cliente
5.4.1 Objetivos da qualidade
5.4.2 Planejamento da qualidade
5.6.4 Comunicação interna
6.1 Provisão de recursos
6.3 Outros recursos
7.1 Planejamento da produção
7.2.1 Identificação dos requisitos do produto
7.2.2 Revisão dos requisitos do produto
7.2.3 Comunicação com o cliente
7.5.5 Validação de processos
8.1 Planejamento
8.2.1 Satisfação do cliente
8.2.3 Medição e monitoramento dos processos
8.5.1 Planejamento para a melhoria contínua

13. QUE ORIENTAÇÃO POSSO OBTER PARA IMPLANTAR A ISO 9000?

A ISO publicou uma série de normas que complementam as normas básicas, orientando a sua implementação. Essas normas serão gradativamente substituídas por Relatório Técnicos. Segue relação de todas as normas ISO sobre o assunto:

NBR ISO 8402/1994Gestão da qualidade e garantia da qualidade - Terminologia
NBR ISO 9000-1/1994Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 1: Diretrizes para seleção e uso
NBR ISO 9000-2/1994Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 2: Diretrizes gerais para aplicação dos NBR ISO 9001, 9002 e 9003
NBR ISO 9000-3/1993Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 3: Diretrizes para aplicação da NBR ISO 9001 ao desenvolvimento, fornecimento e manutenção de "software"
NBR ISO 9000-4/1993Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 4: Guia para a gestão do programa de dependabilidade
NBR ISO 9001/1994Sistemas da Qualidade - Modelo para a garantia da qualidade para projetos/desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados
NBR ISO 9002/1994Sistemas da Qualidade - Modelo para garantia da qualidade em produção, instalação e serviços associados
NBR ISO 9003/1994Sistemas da Qualidade - Modelo para garantia da qualidade em inspeção e ensaios finais
NBR ISO 9004-1/1994Gestão da qualidade e elementos do sistema da qualidade - Parte 1: Diretrizes
NBR ISO 9004-2/1993Gestão da qualidade e elementos do sistema da qualidade - Parte 2: Diretrizes de serviços
NBR ISO 9004-3/1994Gestão da qualidade e elementos do sistema da qualidade - Parte 3: Diretrizes para materiais processados
NBR ISO 9004-4/1993Gestão da qualidade e elementos do sistema da qualidade - Parte 4: Diretrizes para melhoria da qualidade
NBR ISO 10005/1997Diretrizes para plano da qualidade
NBR ISO 10007/1996Diretrizes para a gestão da configuração
NBR ISO 10011-1/1993Diretrizes para auditoria do sistema da qualidade - Parte 1: Auditoria
NBR ISO 10011-2/1993Diretrizes para auditoria de sistema da qualidade - Parte 2: Critérios para qualificação de auditores de sistemas de qualidade
NBR ISO 10011-3/1993Diretrizes para auditoria de sistema da qualidade - Parte 3: Gestão dos programas de auditoria
NBR ISO 10012-1/1993Requisitos de garantia da qualidade para equipamento de medição - Parte 1: Sistema de comprovação metrológica para equipamento de medição
NBR ISO 10013-1/1995Diretrizes para o desenvolvimento de manuais da qualidade

14. COMO ESCOLHER UMA ENTIDADE CERTIFICADORA?

A Certificação é o processo pelo qual a organização procura demonstrar para seus clientes que tem um sistema de qualidade implantado. Para escolher a entidade certificadora, procure ouvir seus clientes para ver se eles tem alguma preferência. Se a sua organização exporta produtos, procure escolher uma organização que seja bem conhecida nos países que compram seus produtos.

15. QUAIS OS ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO EXISTENTES NO BRASIL?

No Brasil o INMETRO é o responsável pela fiscalização ( acreditação ) dos organismos certificadores.

Os seguintes organismos de certificação atuam no Brasil:

ORGANISMOTELEFONE
ABNT021-210-3122
ABS021-253-8884
BRTUV021-282-1351
BSI011-866-1138
BVQI021-263-6008
CTA012-340-5249
DNV021-224-8817
DQS011-247-5312
Fundação Vanzolini011-814-7366
IQA011-575-6971
LLOYD'S REGISTER021-252-8167
SGS011-543-0223
TECPAR041-346-3141
UCIEE011-820-7144

16. QUAL É A RELAÇÃO ENTRE A ISO 9000 E OS PRÊMIOS DE QUALIDADE?

A ISO 9000 deve ser considerada como requisitos mínimos para um Sistema da Qualidade. Implantar a ISO 9000 não significa automaticamente ter padrão elevado de qualidade. Depende da forma como foi implantado. Ter o sistema de +qualidade certificado pela ISO 9000 significa que todos os processos da organização são executados de forma controlada.

Os Prêmios Nacionais de Qualidade, como por exemplo, o brasileiro (Prêmio Nacional da Qualidade - PNQ), o americano (Prêmio Malcolm Baldrige) e o japonês (Prêmio Deming) têm requisitos de avaliação muito mais exigentes do que as cláusulas da ISO. São utilizados para avaliar organizaçãos consideradas de Classe Mundial. Organizaçãos que tem sistema de qualidade certificado pela norma ISO 9000 tem de 30 a 50% dos pontos requeridos por esses prêmios.

Ref. bibliográficas:

· Oliveira, Marcos DOCUMENTAÇÃO PARA A ISO 9000, 1994, Ed. Qualitymark, Rio de Janeiro.


· Oliveira, Marcos IMPLANTANDO A ISO 9000 EM PEQUENAS E MÉDIAS ORGANIZAÇÃOS, 1996, Ed. Qualitymark, Rio de Janeiro


· Oliveira, Marcos QUALIDADE: O DESAFIO DA PEQUENA E MÉDIA ORGANIZAÇÃO, 1993, Ed. Qualitymark, Rio de Janeiro

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OU COM O AUTOR:

Fone: 0-XX-71-9983-9001
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AS DIFICULDADES PARA CONSEGUIR UM ESTÁGIO E O PRIMEIRO EMPREGO COMO TÉCNICO DE SEGURANÇA NO TRABALHO



Observa-se a dificuldade dos colegas que cursam Segurança do Trabalho em conseguirem um estágio e o primeiro emprego.

Quanto ao estagiário verifica-se que algumas empresas não o valorizam como deveriam, algumas nem se propõem a contratar, e as que contratam é para realizar serviços que não tem nada a ver com a função. Não se deve generalizar, mas na maioria das vezes é assim que acontece. Com certeza se realizar um processo seletivo adequado, é possível contratar estagiário que possue, um grande potencial e que se lapidado de maneira correta, pode-se revelar um futuro colaborador, capaz de agregar muito ao quadro de funcionários da empresa, se não de imediato, mas em oportunidades futuras. Isso sem contar que tem empresas, com seus profissionais contratados há muitos anos, que não se reciclam, e que poderiam fazer uma excelente troca, com os estagiários, lhes passando sua experiência na área, e absorvendo as atualidades que trazem os que estão estudando.

O primeiro emprego então, infelizmente parece que é quase impossível. Sempre pedem experiência, agora digam, como pode ter experiência, se não há oportunidade de adquiri-la. Existem profissionais formados há tantos anos que vão ao trabalho apenas, para cumprir o horário, não se preocupam com a legislação, com a documentação legal da empresa, com os cronogramas de documentos importantes como PPRA, treinamentos e outros. Enquanto está cheio de profissionais recém formados, querendo trabalhar, com vontade de aprender e por em prática, seus conhecimentos. Aí fica a pergunta, é melhor ter um profissional experiente, acomodado e preguiçoso? Ou ter um recém formado com vontade, determinação e responsabilidade?

Em nem um momento há a intenção de se dizer que profissionais experientes, são acomodados e preguiçosos, mas que existem muitos assim ocupando a vaga de quem merece, e está ansioso por uma oportunidade, com certeza há. E se souber mesclar a experiência com a vontade de quem esta começando, seria possível criar equipes excelentes, de prevenção a saúde e a integridade física dos colaboradores.

Andréia Lima, Técnica em Segurança do Trabalho.

.Fonte obtida do Blog "VENCENDO LIMITES"
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